Tesla já pode ter lucrado mais com Bitcoin que com vendas de carros em 2020, dizem analistas


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22 Feb
22Feb

A Tesla, empresa de carros elétricos de Elon Musk, deve lucrar mais com seu investimento em Bitcoin feito em janeiro do que com todas as vendas de carros feitas em 2020, de acordo com a empresa de análises americana Wedbush Securities.


No início deste mês, a Tesla divulgou a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoins em janeiro. Após a divulgação da companhia, o preço do bitcoin disparou como um dos foguetes da SpaceX, outra empresa de Musk. Momentos após a divulgação da notícia, o preço do bitcoin subiu 8,5%.

E o Bitcoin continuou crescendo: 12 dias depois, ultrapassou US$ 57 mil, garantindo uma capitalização de mais de US$ 1 trilhão .


Os analistas da Wedbush, Dan Ives e Strecker Backe, estimam que a Tesla já obteve US$ 1 bilhão de lucro com seu investimento em Bitcoin; compare isso com os US$ 721 milhões em lucro que a Tesla informou em seu ano fiscal de 2020. (a tese considera que a Tesla ainda não tenha vendido nenhum bitcoin que comprou em janeiro.)


Musk ajudou o preço do bitcoin tuitando sobre a criptomoeda para seus 47,5 milhões de seguidores. Quando ele mudou sua biografia do Twitter para “# Bitcoin #”, o preço do do BTC aumentou 13% em uma hora.


Musk também defendeu a moeda de críticos. Quando o magnata do ouro e crítico do Bitcoin, Peter Schiff, que dirige o Euro Pacific Bank , tuitou que o ouro era superior à criptomoeda, Musk discordou, tuitando: “Um e-mail dizendo que você tem ouro não é o mesmo que ter ouro. Você pode muito bem ter criptomoeda”.

Wedbush chama o investimento em Bitcoin da Tesla de um evento secundário, mas também acha que pode “ter um impacto cascata” para as empresas públicas no próximo ano e meio.


Mesmo assim, a empresa prevê que menos de 5% das empresas públicas vão copiar a iniciativa em Bitcoin da Tesla “até que mais marcos regulatórios sejam colocados em prática no mercado de criptomoedas“.


A empresa de análises continua otimista de que o mercado de criptomoedas “terá um grande impacto para blockchain, pagamentos e bancos nos próximos anos”.