O que sabemos sobre o Grande Reset Financeiro Mundial?


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06 Dec
06Dec

De tempos em tempos, a aristocracia mundial, composta por presidentes, grandes lideranças e investidores institucionais se assentam para ‘reescrever as regras do jogo’. A última vez que isso ocorreu foi em 1944, ao final da segunda guerra mundial, com o Acordo de Bretton Woods sendo assinado por 45 nações aliadas. 

E ao que tudo indica, algo muito semelhante deve acontecer em breve, com o chamado “Grande Reset Mundial”. No ápice da pandemia de Covid-19, em meados de junho, o Fórum Econômico Mundial (FEM) anunciou através do seu site e de um vídeo institucional a “iniciativa The Great Reset”.

Ainda não foi revelado com exatidão quais são essas mudanças institucionais, porém alguns princípios dessa reestruturação foram revelados pelas as instituições que estão promovendo essas ações.

O site Bitcoin News chegou a comparar tais medidas ao famoso romance distópico de George Orwell, 1984, onde o mundo é dominado por Estados mundiais totalitários.

A motivação

Segundo a organização, as crises financeiras decorrentes da pandemia podem levar o mundo para a maior depressão econômica desde a década de 30. E que essa crise é um momento altamente oportuno para para a “reinicialização do capitalismo” e para redigir “um novo contrato social”.

Foi informado também que “todos os países, dos Estados Unidos à China, devem participar, e todos os setores, desde petróleo e gás até tecnologia, devem ser transformados.”

“A pandemia representa uma rara janela de oportunidade para refletir, reimaginar e resetar o mundo.” – Klaus Schwab, fundador e executivo do FEM. Fonte: Fórum Econômico Mundial.

Outras instituições igualmente importantes também se posicionaram a respeito de tais grandes mudanças. O Fundo Monetário Internacional alegou que seria necessário um “novo momento Bretton Woods”. As lideranças mundiais parecem estar realmente dispostas e alinhadas.

O que foi informado?

As informações mostradas no site do Fórum Econômico não apresentam medidas concretas, mas conceitos que devem ser discutidos no ano de 2021 pelas elites globais com foco nas questões climáticas, na reestruturação do capitalismo e igualdade social.

Um forte ponto apresentado pelo site é a criação de um novo tipo de capitalismo “stakeholder”. Onde os stakeholders (partes interessadas) são as pessoas ou instituições que não necessariamente são vinculadas a um determinado projeto, mas que são afetados positiva ou negativamente pela execução do mesmo. 

Um “capitalismo de stakeholders” seria um sistema econômico onde as partes afetadas poderiam opinar sobre as ações de instituições desse sistema.

Foi informado que é necessário impor ao mercado “resultados mais justos” e que as mudanças passariam por “reformas há muito esperadas que promovam resultados mais equitativos.”

Foi dito também que essas mudanças podem incluir uma menor alíquota de imposto em detrimento de dívidas públicas maiores.


O projeto também consiste em dar continuidade às medidas sanitárias promovidas durante a pandemia. segundo a instituição:

A terceira e última prioridade de uma agenda da Grande Reinicialização é aproveitar as inovações da Quarta Revolução Industrial para apoiar o bem público, especialmente abordando os desafios sociais e de saúde.

O Bitcoin e o bote salva vidas

Independente do que as grandes lideranças mundiais pretendem fazer sob o pretexto de mais igualdade e justiça social, o bitcoin pode ser um porto seguro em meio às incertezas políticas. Isso ocorre porque o ‘ouro da internet’ é extremamente anti-frágil e pode ser uma ferramenta financeira muito poderosa.

Por conta das suas características, é histrionicamente difícil -mesmo para governos- censurar, proibir ou sabotar o bitcoin. A criptomoeda caminha para ser uma forte reserva de valor em meio a um cenário de incertezas econômicas.

Em último caso, o bitcoin pode ser um “bote salva vidas” diante de um novo capitalismo de stakeholder. Não à toa, a cripto está perto das suas máximas históricas.

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