Com IPO de Coinbase, moeda virtual bitcoin vai passar por teste do mercado


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11 Feb
11Feb

Se confirmada, a oferta pública inicia da Coinbase deve ser um dos primeiros IPOs de 2021. Várias pequenas empresas de criptografia negociam publicamente nos Estados Unidos e em outros países. O diferencial é o tamanho da Coinbase, que foi avaliada recentemente US$ 8 bilhões.

Com o bitcoin sendo vendido a valores recordes, a Coinbase, maior plataforma de compra e venda de criptoativos dos EUA, vai abrir o capital em 2021, o que deve ser um marco histórico às moedas virtuais, mas também um teste de fogo do mercado

Fundada em 2012, a Coinbase foi avaliada em US$ 8 bilhõesCom a moeda virtual bitcoin cotada US$ 23.097, uma alta de 182,9% em 2020, a plataforma Coinbase, a maior corretora de moedas digitais dos Estados Unidos, deu entrada na documentação para abrir seu capital.A notícia veio a público depois que a companhia publicou um post de dois parágrafos em seu blog, informando que protocolou seu pedido de abertura de capital à SEC, órgão equivalente à CVM no Brasil.Sem nenhum detalhe quanto a datas, preços e expectativas, tudo o que se sabe é que a companhia fundada em 2012 deve protagonizar um dos primeiros grandes IPOs de 2021.A Coinbase é uma das marcas que mais se beneficiaram da escalada do bitcoin, que está cotado a valores recordes, tendo superado o patamar de US$ 20 mil pela primeira vez em dezembro deste ano.Essa alta está apoiada em uma série de apoios institucionais de peso, que ajudaram a alavancar os criptoativos. Só neste ano, PayPal e Square anunciaram que passariam a aceitar as criptomoedas em suas plataformas de pagamentos, trilhando o mesmo caminho do aplicativo de investimentos Robinhood.

Investidores respeitados em Wall Street, como Paul Tudor Jones II, da gestora Tudor Investment Corporation, que tem mais de US$ 9 bilhões de ativos sob gestão, passaram também a atuar no segmento de moedas digitais. Outro exemplo é Stanley Druckenmiller, fundador da Duquesne Capital, que também entrou para o jogo dos criptoativos. Por esse motivo, é esperado que a estreia da Coinbase na bolsa não passe despercebida. Será a primeira empresa de criptoativos a abrir o capital e se tornará publica logo depois dos bem-sucedidos IPOs de Airbnb e Doordash.“Embora estejamos sempre entusiasmados com o aumento do interesse pelos criptoativos, é importante ressaltar que este não é apenas um momento de grandes volumes, mas também de volatilidade de preços”, escreveu Brian Armstrong, um dos fundadores da Coinbase, em um blog.A corretora está ativa em 100 países, onde acumula US$ 25 bilhões de ativos junto a 35 milhões de usuários verificados. A Coinbase já tem mais “clientes” que a Charles Schwab, que conta 29,2 milhões correntistas.  O alcance e a popularidade da companhia refletem seu valor. Em 2018, a avaliação da Coinbase foi calculada em US$ 8 bilhões em uma rodada de investimento de US$ 300 milhões, liderada pela Tiger Global Management. Desde sua fundação, a empresa levantou mais de US$ 500 milhões junto a fundos como Andreessen Horowitz, Y Combinator e Greylock Partners. Tamanho interesse tem a ver com o modelo de negócio traçado pelos criadores da plataforma, os cientistas da computação Brian Armstrong e Fred Ehrsam. Desde o começo, os empreendedores queriam diferenciar seu produto das demais startups da área, que buscavam desenvolver uma alternativa aos bancos tradicionais.Armstrong e Ehrsam estabeleceram protocolos de segurança para a compra e venda de bitcoins em um sistema que aceitaria a integração com o mercado financeiro tradicional. É possível, por exemplo, cadastrar seu cartão de débito na plataforma da Coinbase. O movimento da plataforma também trouxe à tona uma velha polêmica. Em setembro deste ano, em meio à ebulição social contra a violência policial e o racismo estrutural americano, Armstrong publicou um post em que, diferentemente de outras grandes marcas, a Coinbase não se posicionaria política ou socialmente, “focando apenas no desenvolvimento de novas ferramentas”.Logo após o comunicado, o empreendedor ofereceu aos funcionários insatisfeitos a opção de vender suas ações e se desligar da companhia. Cerca de 60 profissionais deixaram a empresa naquela ocasião.