Aval da Visa permite que bancos no Brasil ofereçam criptomoedas


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11 Mar
11Mar

A Visa disponibilizará para os bancos brasileiros duas ferramentas que já estão em uso no exterior. 

E ambas utilizam a tecnologia blockchain.

Uma delas é o Visa B2B Connect, que permite a realização de transferências internacionais. 

A outra, lançada em fevereiro, permitirá que essas instituições possam oferecer criptomoedas para seus clientes.

O lançamento foi confirmado por Eduardo Abreu, vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil, em entrevista ao portal BlockNews. 

Segundo o executivo, as criptomoedas vieram para ficar. 

E não cabe às instituições financeira tentarem combatê-las, mas sim adaptar-se.

“A gente tem que estar próximo dessa tecnologia, que é tendência e veio para ficar. E não ficar brigando com ela”, completou o executivo.

Visa busca parceiros no Brasil

O uso de criptomoedas pelos bancos funcionará através de APIs desenvolvidas pela empresa. 

A infraestrutura faz transações através do Anchorage, banco digital que opera com criptomoedas.

Em 2019, a Visa anunciou uma vice-presidência com foco exclusivo em transações com criptomoedas. 

Desde então, os avanços têm sido exponenciais.

Atualmente, a Visa já oferece serviços de criptomoedas no Brasil. 

Os bancos Alter e Zro.bank são as instituições pró-cripto atendidas pelas empresa. 

Contudo, novos bancos podem estar a caminho.

Segundo um levantamento do Cointelegraph Brasil, os bancos digitais Nubank, Inter e C6 estão na lista. 

Atualmente, essas instituições oferecem cartões com a bandeira Mastercard.

“Primeiro, estamos conversando com os bancos mais digitais. Isso porque são os que têm mais perfil para esses clientes (de criptomoedas)”, revelou Abreu.

Regulamentação do mercado

O executivo da Visa também falou sobre o ambiente regulatório no Brasil. 

Para ele, existe a intenção de criar uma regulamentação benéfica ao invés de prejudicar o mercado.

A regulamentação sempre foi malvista pelos defensores mais aguerridos do Bitcoin, que consideram isso uma violação dos princípios da criptomoeda. 

Porém, Abreu discorda dessa visão.

“No fim do dia, não é esse o objetivo. Satoshi Nakamoto a criou não para isso, mas para ser democrática. É facilitar pagamento entre pessoas e moedas em diferentes países. E essa troca é exatamente o que a Visa faz”, afirmou.