A 4º REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


Indústria 4.0 – Tudo que você precisa saber sobre a Quarta Revolução Industrial.

Quarta Revolução Industrial ou Industria 4.0 é um conceito criado por Klaus Schwab para contextualizar as mudanças tecnológicas que estão impactando a indústria como um todo. Schwab escreveu um livro em 2016 chamado “A Quarta Revolução Industrial” onde ele detalha os impactos da inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT), Big Data entre outras no mundo de hoje.

  1. A Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0)
A Quarta Revolução Industrial ou Industria 4.0 é uma palavra da moda. Mas afinal o que é isso? Conhecemos 3 revoluções industriais. Três transformações radicais na forma de produzir produtos e organizar as tarefas do trabalho.


A Quarta Revolução Industrial ou Industria 4.0 é uma palavra da moda. Mas afinal o que é isso? Conhecemos 3 revoluções industriais. Três transformações radicais na forma de produzir produtos e organizar as tarefas do trabalho.
Você já parou para pensar o que está acontecendo com o mundo? A Quarta revolução industrial impactará nossas vidas completamente. O modo como nos comunicamos, como produzimos, como usamos produtos e etc.
A indústria 4.0 irá mudar curso de nossas vidas, afinal cada elemento que faz parte do nosso dia a dia será interligado um com o outro, formando assim um grande ecossistema orientado à dados.
Dividi este artigo em 4 partes que irão nos guiar através dos principais conceitos sobre a quarta revolução industrial:

  1. A Primeira, Segunda e Terceira Revolução Industrial
  2. O que é a Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0
  3. Impacto da Quarta Revolução Industrial
  4. A Quarta Revolução Industrial no Brasil
1 – A Primeira, Segunda e Terceira Revoluções Industriais
A primeira revolução industrial foi a da máquina a vapor.
A segunda revolução industrial foi a eletricidade.
A terceira revolução industrial foi a do computador.
A terceira revolução industrial alavancou a robótica, a comunicação via satélite e principalmente nos trouxe a internet.
Porém hoje estamos presenciando uma nova revolução, a revolução digital, também conhecida como quarta revolução industrial ou até mesmo como indústria 4.0.

Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados , Big Data, Mineração de dados, AI (Inteligência Artificial e utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas, um novo conceito financeiro baseado em tecnologias desruptivas segurança e criptografia e Computação em Nuvem. 
O foco da Quarta Revolução Industrial é a melhoria da eficiência e produtividade dos processos.

Para entender o conceito de quarta revolução industrial precisamos entender como chegamos até aqui.
Para isto é necessário que passar pelas 3 revoluções que antecedem esta atual.
Segue abaixo um resumo das três primeiras revoluções industriais:

  1. O que foi a primeira revolução industrial
  2. O que foi a segunda revolução industrial
  3. O que foi a terceira revolução industrial
O que foi a Primeira Revolução Industrial?
Após um longo período de atividades de fabricação rural, a primeira revolução iniciou no final do século XVIII e foi até o início do século XIX. A primeira revolução industrial foi a responsável pelo surgimento da mecanização, um processo que substituiu as atividades da agricultura pela indústria como os fundamentos da estrutura econômica da sociedade.
A extração em massa do carvão, juntamente com a invenção do motor a vapor, criou um novo tipo de energia que impulsionou todos os processos graças ao desenvolvimento das ferrovias e à aceleração das trocas econômicas, humanas e materiais.

Outras grandes invenções, como o forjamento e o conhecimento na modelagem de metais, incentivaram e deram suporte à criação das primeiras fábricas e cidades como as conhecemos hoje.
Saiba mais detalhe sobre a 1ª Revolução Industrial
O que foi a Segunda Revolução Industrial?
Quase um século depois, no final do século XIX, novos avanços tecnológicos deram início ao surgimento a novas fontes de energia: eletricidade, gás e petróleo.

Como resultado, o desenvolvimento do motor de combustão começou a usar esses novos recursos em todo o seu potencial. Além disso, a indústria siderúrgica começou a se desenvolver e crescer junto com as demandas exponenciais de aço.
Síntese química também desenvolvida para nos trazer tecidos sintéticos, corantes e fertilizantes.
Os métodos de comunicação também foram revolucionados com a invenção do telégrafo e do telefone, assim como os métodos de transporte com o surgimento do automóvel e do avião no início do século XX.
Todas essas invenções foram possíveis graças à centralização da pesquisa e do capital estruturado em torno de um modelo econômico e industrial baseado em novas “grandes fábricas” e nos modelos organizacionais de produção, como previsto por Taylor e Ford.

Saiba mais detalhe sobre a 2ª Revolução Industrial
O que foi a Terceira Revolução Industrial?
A terceira revolução industrial fez com que as empresas dessem um grande salto.
Quase um século depois, na segunda metade do século XX, surgiu uma terceira revolução industrial com o surgimento de um novo tipo de energia cujo potencial superava seus antecessores: a energia nuclear.
Essa revolução testemunhou a ascensão da eletrônica – com o transistor e o microprocessador -, mas também a ascensão das telecomunicações e dos computadores.

Essa nova tecnologia levou à produção de material miniaturizado que abriria portas, principalmente para pesquisa espacial e biotecnologia.
Para a indústria, essa revolução deu origem à era da automação de alto nível na produção graças a duas grandes invenções: autômatos – controladores lógicos programáveis (PLCs) – e robôs.
Saiba mais detalhe sobre a 3ª Revolução Industrial

2 – O Que é a Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0)

Este nome foi dado pelo governo alemão para seu programa de desenvolvimento de fábricas inteligentes, as quais são baseadas na computação, automação e conexão entre todo seu maquinário.
A Indústria 4.0 era originalmente o nome de um projeto do Governo Federal para promover a digitalização na manufatura.
Desde então, ela foi aceita como um termo geral para produção digitalizada em rede: máquinas e produtos são vistos como componentes em rede e inteligentes que podem trocar dados localmente, globalmente e entre empresas.
A ideia é conseguir transparência e flexibilidade sem precedentes.

Que desafios existem no caminho para a Indústria 4.0?
A Indústria 4.0 envolve desafios técnicos, organizacionais, legais e sociais que frequentemente interagem uns com os outros.
O objetivo é tornar as máquinas mais inteligentes, mas quanto deve uma máquina ou um serviço decidir por si? Que papel os humanos desempenham aqui?
Qual é a base informativa sobre a qual as decisões são tomadas? E quem é responsável em caso de falhas ou danos?
Para muitas pequenas e médias empresas, é um desafio reunir os recursos e as habilidades necessárias em tecnologia da informação e comunicação.
No geral, há falta de profissionais qualificados.

Uma indústria que segue o conceito proposto pela indústria 4.0 é também chamada de indústria inteligente.
O conceito de 4ª revolução industrial ou industria 4.0 propõe unir os sistemas digitais, físicos e biológicos em um só sistema.
Klaus Schwab autor do livro “Fourth Industrial Revolution” em tradução livre “Quarta Revolução Industrial”, disse:
Uma das características da Quarta Revolução Industrial não é mudar o modo que estamos fazendo as coisas, mas nos mudar.

Características da 4ª revolução industrial
Dados são "o novo petróleo"
Se você ainda não ouviu o termo “Os dados são o novo petróleo da era digital” com todo certeza você irá ouvir.

Cada era teve seu recurso primordial, como o carvão e a eletricidade.
Porém, hoje em dia esse objeto é um pouco menos tangível.
Conhecimento é a mercadoria de maior valor para a quarta revolução industrial, pois ele permite aproveitar melhor os recursos disponíveis e produzir com mais qualidade em menos tempo.
Máquinas que aprendem sozinhas (Machine Learning)
Junto com a informação, também vem o aprendizado das inteligências artificiais.
Graças ao grande acervo de ferramentas de dados, como o Big Data, a Nuvem e a Internet das Coisas, as máquinas já podem encontrar novos padrões de atuação, fazer testes e se tornarem mais inteligentes.

Esse processo no qual as máquinas conseguem aprender a realizar determinada tarefa sozinha chama-se machine learning.
Interação entre Equipamentos (Machine To Machine)
IoT são equipamento conectados à internet que interagem entre si e se integram.
Com isso é possível conectar máquinas, produtos, sistemas e pessoas.
Já existe um termo especifico para o IoT na indústria. Este termo é chamado de iIoT, ou Industrial Internet of Things.

A Bosch Rexroth possui um sistema de acionamento e controle que movimenta máquinas e equipamentos capazes de realizar tarefas especificas via radio frequência, assim as estações de trabalho sabem que passos devem ser realizados a cada momento.
Ou seja, as máquinas e equipamentos conversam entre si e realizam praticamente todo o processo de produção sem contato humano.
Até sem iluminação também, o que faz uma redução de custo absurda para a empresa.
Tudo pode ser comandado por sistemas que conectam a produção de uma fábrica na outra em diversos lugares do mundo.
Para que isso se torna-se realidade foi criado a comunicação entre máquinas (M2M ou Machine To Machine) que entre diversas tecnologias está:

  • Robótica
  • Impressoras 3D
  • Computação na Nuvem
  • etc
Os 9 Pilares da 4ª revolução industrial

Muitas empresas já podem ter implementado algumas das tecnologias que formam o Industry 4.0, mas estão apenas usando-as isoladamente, e não em sistemas autônomos interconectados, onde as tecnologias podem cooperar e se comunicar livremente entre si.
Para se manter competitivo no Industria 4.0, é importante ter uma boa compreensão desses nove avanços tecnológicos e começar a avaliar como eles afetarão o setor em que você está e quais benefícios você poderá obter se começar a implementá-los em sua organização.

  1. Realidade Aumentada
  2. Big Data
  3. Robôs Autônomos
  4. Simulações
  5. Manufatura Aditiva
  6. Sistemas Integrados
  7. Computação na Nuvem
  8. Internet das Coisas (IoT)
  9. Segurança da Informação
1 – Realidade Aumentada
A realidade aumentada vai desempenhar um papel importante na indústria 4.0, porque pode nos ajudar a fornecer informações visuais em tempo real para a pessoa certa, no lugar certo e no momento certo.
As soluções de realidade aumentada podem ser usadas com dispositivos portáteis, como celulares e tablets, ou integrados em produtos como óculos ou capacetes.
Essas tecnologias proporcionarão mais flexibilidade, adaptabilidade, melhoria e competitividade do fator humano e melhoria contínua.
Isso também levará à redução dos defeitos introduzidos durante o serviço e manutenção e ao tempo gasto no treinamento de novos funcionários.

2 – Big Data
Big data tem sido um termo popular, que você pode ter encontrado durante os últimos dois anos. As empresas começaram a coletar e analisar grandes conjuntos de dados com a intenção de otimizar a qualidade da produção, economizar energia, reduzir custos de produção, etc.
Com o crescente número de sensores integrados em instalações de fabricação, máquinas e produtos, poderemos aumentar a quantidade também como a qualidade dos dados que coletamos.
Com a análise de big data, poderemos extrair informações valiosas de um grande conjunto de dados e obter melhor qualidade de serviço e produto, prazos de entrega menores e custos reduzidos.
Saiba mais sobre o que é Big Data e quais são os 5 V’s do Big Data

3 – Robôs Autônomos
A utilização de robôs na fabricação não é novidade, mas com o recente avanço tecnológico
avanços os robôs estão se tornando mais autônomos, flexíveis e cooperativos com a capacidade de lidar com tarefas mundanas complexas e comuns. Eles podem ser monitorados e operados remotamente e programados para coexistir e operar no mesmo ambiente de trabalho que os humanos. Além disso, o preço médio e os custos de manutenção de robôs industriais vêm diminuindo linearmente nos últimos 15 anos.

4 – Simulações
Um Digital Twin é uma cópia digital exata de uma fábrica ou instalação de manufatura que pode simular o desempenho do sistema em tempo real. Estas simulações podem ser baseadas em dados em tempo real e podem incluir máquinas, seres humanos e produtos.
Isso permitirá controle e otimização avançados e detecção antecipada de problemas, melhorando a qualidade do produto e reduzindo o tempo de configuração e o tempo de inatividade.

5 – Manufatura Aditiva (Impressoras 3D)
A fabricação aditiva é construída a partir do zero, em comparação com a fabricação negativa, em que o material é removido da forma pré-formada para construir uma peça de precisão.
Na Indústria 4.0, o aditivo Manufacturing, como a impressão 3D, será usado para produzir lotes menores de produtos personalizados com designs leves ou complexos, protótipos, peças de reposição antigas ou peças de baixo volume de alto valor.
Atualmente, peças fabricadas com aditivos tendem a ser 60 a 80% estruturalmente mais fracas do que as peças fabricadas negativas, mas isso provavelmente mudará no futuro próximo, à medida que as tecnologias de manufatura aditiva estão melhorando.

6 – Sistemas Integrados
Embora os sistemas de TI atuais estejam longe de serem totalmente integrados, com o Industry 4.0, empresas, departamentos, funções, fornecedores e clientes se tornarão muito mais coesos e conectados.
Com a integração horizontal e vertical do sistema, a informação e o conhecimento poderão viajar sem interrupções por toda a cadeia de suprimentos e aprimorar os esforços de colaboração entre P & D e produção, bem como clientes e fornecedores.

7 – Computação na Nuvem
Muitas empresas já implementaram alguma forma de solução industrial ou empresarial, e isso vai aumentar muito mais na Indústria 4.0, já que muitas das tecnologias que formam a base da indústria 4.0 (por exemplo, Digital Twin, Internet Industrial das Coisas) exigem compartilhamento de dados entre máquinas , sites e limites da empresa.
Com o aprimoramento das tecnologias de nuvem, mais dados de máquina e produção serão implantados na nuvem, o que resultará em melhor fornecimento de serviços e fornecerá visibilidade e otimização em toda a cadeia de suprimentos.

8 – Internet das Coisas (Internet Industrial)
A Internet Industrial das coisas pode ser descrita como uma rede de dispositivos que possuem inteligência local, o que permite a comunicação entre instalações, máquinas e produtos acabados, bem como inacabados.
Ele incorpora aprendizado de máquinas, tecnologia de big data, dados de sensores, tecnologias de comunicação e automação máquina a máquina.
Em comparação com os seres humanos, as máquinas inteligentes conectadas são capazes de coletar e processar grandes conjuntos de dados com mais precisão e consistência.

9 – Segurança da Informação (CyberSegurança)
Com o aumento da conectividade na fabricação, o risco de ameaças cibernéticas e ataques cibernéticos também aumentará.
Portanto, é crucial que as empresas que operam na indústria 4.0 tenham foco na segurança cibernética e saibam como podem proteger seus dados e minimizar os riscos relacionados.

3 – O Impacto da Quarta Revolução Industrial
As Desvantagens da quarta revolução industrial pode haver desvantagens ao implementar práticas de automação de máquina em seu processo.
Como as máquinas automáticas não são adequadas para todas as aplicações, você pode descobrir que elas:
Não é possível executar tarefas complicadas ou não repetitivas
embora as máquinas ofereçam aumentos de qualidade e redundância, a tecnologia de automação atual não conseguiu resolver o problema da produção complexa.
Os humanos, pelo menos neste momento, são os únicos trabalhadores capazes de realizar tarefas de produção personalizáveis ou complexas.

Ter altos custos iniciais
enquanto as máquinas automatizadas acabarão por poupar dinheiro a longo prazo, elas exigem um investimento inicial significativo. Como proprietário ou gerente de uma empresa, você terá que encontrar uma maneira de encaixar esse investimento em seu orçamento geral.

Exigir manutenção e treinamento
Seus funcionários atuais precisarão ser treinados para implementar, operar e manter adequadamente os sistemas automatizados para garantir sua funcionalidade contínua.

Os Benefícios da quarta revolução industrial

É fato que já possível juntar e analisar dados de toda linha de produção. Desde a extração da matéria prima até o produto na prateleira do super mercado. Isso dá poder para identificar problemas antecipadamente, agilizando todas as etapas do processos, melhoria na qualidade dos produtos e redução dos custos.
Há benefícios claros que vêm com sistemas automatizados. A implementação da automação robótica no seu processo de montagem pode ajudá-lo:

Aumente a produtividade

as máquinas automáticas não se cansam, não fazem intervalos e muitas vezes superam os trabalhadores humanos na produção. Você provavelmente verá uma diminuição no tempo de produção e um aumento na produção.
Melhore a redundância
em um setor onde a precisão e a qualidade são essenciais, é muito menos provável que as máquinas automatizadas causem erros de produção ou sacrifiquem a qualidade da produção pela velocidade.

Melhor segurança
as máquinas podem realizar tarefas em ambientes perigosos onde os seres humanos são incapazes de operar. Com a automação em vigor, você provavelmente verá uma diminuição nos acidentes de trabalho e nas reivindicações de compensação do trabalhador.

Poupança e lucro

com máquinas automatizadas instaladas, há economias potenciais a serem obtidas com a redução das reclamações médicas dos funcionários, maior produção e produtos de maior qualidade.
Os robôs vão roubar seu emprego!
Um dos termos mais pesquisado no google é “os robôs vão roubar seu emprego”. Mas será que isto é verdade? Em partes sim.
Com o crescimento da inteligência artificial, IoT e robótica as empresas vêem um chance de economia. Obviamente a implantação de robôs inteligentes em uma linha de produção por exemplo é algo extremamente caro. Porém a longo prazo esse investimento vale a pena.
Robôs não faltam no serviço, não ficam doentes, não reclamam que o salário está baixo e principalmente trabalham 24 horas por dia 7 dias por semana.

Este é a realidade mais dura.
A verdade é que como a história nos mostra serviços braçais são automatizados.
Não há como fugir disso, mais cedo ou mais tarde toda tarefa que é realizada manualmente será automatizada.
Este é o grande ponto. Se você realiza uma tarefa manual, sim, provavelmente seu trabalho será substituído por um sistema ou um robô.

Vantagens e desvantagens da substituição do homem pela máquina
Robôs substituindo o homem não é algo novo. Na lavoura, grande parte do trabalho dos agricultores foram substituídos por máquinas que limpam, semeiam e hidratam a terra. Ou seja, trabalho manual sendo substituído por máquinas.
Claro que com o avanço da IA esse impacto será muito maior agora.

4 – A Indústria 4.0 no Brasil
O Brasil precisa implementar com urgência um projeto de desindustrialização que enfatize a Indústria 4.0, na qual a produção é integrada ao Big Data, inteligência artificial e Internet das Coisas, entre outras tecnologias, para elevar o nível de automação e como base para novas formas de organização de sistemas de produção.
Essa visão foi expressa pelos participantes do I Congresso Brasileiro de Indústria 4.0, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em parceria com o Centro de Indústria do Estado de São Paulo (Ciesp), o capítulo de São Paulo da Aprendizagem Industrial Nacional. (SENAI-SP) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em 5 de dezembro de 2017, em São Paulo.

O objetivo do evento, que contou com a participação de representantes de empresas e agências de fomento, desenvolvimento e inovação, foi discutir como o Brasil pode construir vantagens competitivas no contexto da indústria 4.0.
Segundo dados apresentados por José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da FIESP e chefe de seu Departamento de Competitividade e Tecnologia, o Brasil enfrenta um processo drástico de desindustrialização no sentido de que sua capacidade industrial está declinando rapidamente.

A participação da indústria brasileira na indústria global caiu quase pela metade nos últimos 20 anos, de 3,47% em 1995 para 1,84% em 2016, observou ele. Sua contribuição para o produto interno bruto (PIB) neste ano foi de 11,1%, a mesma de 1953.
A participação do setor industrial no PIB no Brasil recuou até o que era há 65 anos. Como resultado, a produtividade.
A industrialização foi o impulsionador do aumento da produtividade por um longo período, explicou, permitindo que o Brasil alcançasse os Estados Unidos até certo ponto nessa frente.
Em 1980, quando a indústria respondia por 20,2% do PIB, a produtividade no Brasil alcançava 40,3% da produtividade nos EUA. Em 2015, no entanto, foi de 24,9% na mesma base, retornando ao patamar observado em 1950.
Com a queda da participação da indústria no PIB do Brasil, a produtividade em comparação com os EUA também recuou quase 65 anos. Esta é uma das principais causas de preocupação, disse ele.
Enquanto o Brasil passou por um processo de desindustrialização cada vez mais profundo, economias de alta e média tecnologia, como EUA, Alemanha, Japão e China, investiram pesadamente para acelerar a migração para a Indústria 4.0, continuou Roriz.

Uma pesquisa de 2016 da PwC cobrindo 2.000 empresas em 26 países previa investimentos anuais de US $ 907 bilhões na Indústria 4.0 até 2020. Essa soma correspondia a 5% de sua receita, mas as empresas disseram que esperavam cortar os custos operacionais em US $ 421 bilhões e aumentar receita de US $ 493 bilhões por ano.
A Europa, por exemplo, planeja investir € 1,35 trilhão na Indústria 4.0 nos próximos 15 anos, com as empresas alemãs contribuindo com € 250 bilhões.

A China planeja investir € 1,8 trilhão nos próximos anos para modernizar sua indústria.
Se o Brasil quiser competir com esses países, precisamos urgentemente de um projeto de reindustrialização com ênfase na Indústria 4.0, disse ele.

Vantagens Competitivas
O Brasil tem uma série de pontos fortes que podem ajudar a enfrentar os desafios colocados pela nova realidade da Indústria 4.0, de acordo com os participantes do evento.
Essas vantagens incluem uma base industrial diversificada e fábricas operadas por empresas líderes dos principais países desenvolvidos.

Vários obstáculos terão que ser superados, no entanto, melhorando a infra-estrutura tecnológica, criando linhas de crédito apropriadas e desenvolvendo competências e capacidades em tecnologias de importância fundamental para a implementação da Indústria 4.0, como robótica avançada, manufatura aditiva (também conhecida como Impressão 3D), realidade aumentada e materiais funcionais, observaram os participantes.

Algumas dessas tecnologias já foram exploradas por startups de tecnologia, universidades e instituições de pesquisa no estado de São Paulo, observou o CEO da FAPESP, Carlos Américo Pacheco.
Existe uma base mínima de competências relacionadas à manufatura avançada e à Internet das Coisas, por exemplo, instaladas nas universidades e no setor empresarial. Não estamos começando do zero nesta corrida, disse Pacheco.
O Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP apoiou um grande número de startups de tecnologia com projetos em áreas relacionadas à fabricação avançada.

Entre as mais de 200 empresas apoiadas anualmente pelo programa, 45 estão desenvolvendo projetos focados na fabricação avançada, de acordo com Pacheco.
O crescente número de startups apoiadas pelo PIPE está interessado em desenvolver projetos relacionados à automação, inteligência artificial, fotônica, robótica e digitalização. E essas competências foram desenvolvidas no Estado de São Paulo, afirmou.

Por outro lado, existem novas competências que são mais recentes e exigem muito mais atenção em termos de apoio a projetos para desenvolvê-las, acrescentou. Eles incluem realidade aumentada, impressão 3D e materiais inteligentes ou funcionais, como metais especiais com ligas leves e de alta resistência, alta performance, cerâmicas avançadas, compósitos e polímeros.
Notamos um aumento significativo no número de projetos apoiados pelo PIPE em áreas como a Internet das Coisas, big data, computação em nuvem e fabricação avançada. Mas estes são desenvolvimentos muito mais recentes e merecem mais atenção, disse Pacheco.

Em maio de 2017, a FAPESP lançou uma chamada de propostas, aberta até 1º de fevereiro de 2018, para selecionar firmas ou consórcios que desejassem fazer parceria com a Fundação na criação de novos centros de pesquisa em engenharia em manufatura avançada.

O Conselho de Administração da FAPESP aprovou recentemente uma estratégia pela qual a instituição apoiará projetos de pesquisa para desenvolver tecnologias em áreas consideradas críticas, como agricultura de precisão, Internet das Coisas e cidades inteligentes, aeronáutica e espacial, e manufatura avançada, acrescentou Pacheco.
Planejamos estimular projetos nessas áreas, que escolhemos como prioridades, com base em consórcios envolvendo universidades, empresas e institutos de pesquisa, disse ele.
Os Desafios da Quarta Revolução Industrial 4.0 no Brasil

No Brasil, essa é uma realidade ainda distante, mas há setores que têm se esforçado para trabalhar nessa expansão, particularmente peças automotivas, agronegócios e alimentos e bebidas. Há também um movimento positivo da indústria e instituições de ensino superior e técnicas para entender e implementar iniciativas voltadas para a Indústria 4.0.
Ao adotar este conceito na prática, uma empresa pode obter consequências positivas de maneira rápida e eficaz.
No setor de autopeças, minimizar os erros substituindo processos humanos por dados integrados, do chão-de-fábrica à esfera corporativa, traz maior transparência, bem como aumento de qualidade e produtividade, permitindo que toda a operação seja rastreada, reduzindo a incidência de peças incorretas para os clientes, por exemplo. Isso é possível integrando o uso da tecnologia da informação à tecnologia de operação; ou seja, não usar planilhas para executar ordens de produção manualmente para automatizar esse processo com software.

Para alcançar com sucesso o nível do Industry 4.0, a implementação deve ser realizada passo a passo de maneira modular e escalonável, oferecendo um atraente retorno do investimento. Isso serve como um incentivo para futuras instalações.
Diante de tantas vantagens a serem obtidas, a realidade da base industrial no Brasil mostra que há um longo caminho a percorrer para atingir um nível de maturidade expressiva.
Além de formar profissionais, os líderes do setor precisam poder visualizar a importância desse tipo de investimento e avaliar retornos financeiros tangíveis no curto prazo.
Com tal estratégia, será possível superar e acelerar o desenvolvimento desse canal em todo o país, ampliando o desempenho das empresas e garantindo mais concorrência no ambiente atual.

Conclusão
Para concluir todo este guia onde abordos todos os conceitos que definem a quarta revolução industrial nada melhor do que ouvir do própria criado do conceito a sua definição do que é a industria 4.0:
Dentro desse contexto de profundas mudanças tecnológicas e sociais – porque os dois sempre andam de mãos dadas durante as revoluções industriais – o que está nos levando à digitalização global, a segurança cibernética industrial se tornará um setor de liderança. Posicionado no coração deste setor, Sentryo se orgulha de ser visto como pioneiros.
As nova tecnologias estão permitindo grandes ganhos de produtividade e enorme dinamismo em toda cadeia de produção.
A gestão de estoque e a logística são agora mais ágeis e eficientes.
Estamos presenciamos uma grande mudança nas formas de produção e distribuição de produtos.
Mudanças que abrem enormes possibilidades para o futuro que demandaram profissionais altamente qualificados para operar estas tecnologias, ajustá-las e criar outras.
No final, cabe a você decidir se a automação industrial é a escolha certa para o seu processo.
É imperativo que as empresas acompanhem o cenário tecnológico em evolução para aumentar o rendimento, minimizando os custos contínuos.
Referências.